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Tróia

Grécia, século VIII a.C.

O poeta grego Homero escreve os poemas Ilíada e Odisseia, relatando no primeiro, a Ilíada,  como ocorreu a guerra entre gregos e troianos, cujo estopim foi o rapto de Helena, princesa de Esparta, na Grécia, por Páris, príncipe de Tróia, e no segundo, Odisseia, como foi a viagem de volta para a Grécia, após a guerra, do rei e guerreiro Ulisses, ou Odisseu.

E é sobre a primeira estória, a Ilíada, que se refere o filme TRÓIA, que inaugura o ciclo de postagens sobre Grécia Antiga, esse fascinante tema.



A Ilíada conta a estória da lendária guerra entre a Grécia e cidade de Tróia, situada onde hoje é a Turquia, que teria ocorrido por volta do ano 1200 a.C.

Menelau, rei da cidade grega de Esparta, irmão do bravo guerreiro Agamenon, rei de Micenas, era casado com a bela Helena. Ele estava recebendo a visita amistosa dos príncipes de Tróia, Heitor e Páris, filhos do rei Príamo.

Porém Páris, o mais novo, se apaixona por Helena e a leva com ele na sua viagem de volta para Tróia. Enfurecido, o rei Menelau pede a ajuda do irmão, Agamenon, e de todos os outros reis e guerreiros gregos, para trazer Helena de volta. Além desse motivo, também era interesse de Agamenon conquistar o poder sobre a cidade de Tróia.

Entre os principais guerreiros gregos estavam Aquiles e Ulisses.

Aquiles, (vivido no filme por Brad Pitt) nasceu na cidade de Larissa e era o mais brilhante guerreiro aliado de Agamenon. Estava em busca de fama e notoriedade, desejando que seu nome fosse lembrado por toda a eternidade. Ele viveria um romance com Briseida, a prima de Heitor e Páris, e sacerdotisa do templo de Apolo, que havia sido raptada pelos gregos.

Ulisses, também conhecido como Odisseu, era da ilha de Ítaca. Aliou-se a Agamenon temendo pela segurança de sua região, caso ficasse contra o poderoso rei.

Eis que se inicia a guerra que duraria longos dez anos. Ao final, com o exército grego já bastante desgastado por não conseguir invadir os muros da cidade de Tróia, Ulisses tem a grande ideia de construir um cavalo de madeira e oferecer presente a Tróia, dando a entender que a Grécia estava batendo em retirada, aceitando sua derrota.

No entanto, ao colocar o cavalo de madeira conhecido hoje em dia como "presente de grego" para dentro da cidade, Tróia permitiu que os guerreiros gregos escondidos dentro dele abrissem os portões para o restante do exército que também estava escondido perto dali, tomando assim a cidade definitivamente.

Um sobrinho do rei Príamo, Enéas, conseguiria escapar do incêndio de Troia e fugir pelo mar Mediterrâneo, vindo a fundar futuramente a cidade de Roma, como relatado no poema Eneida, de Virgílio.


Um pouco mais sobre a Grécia Antiga antes dos Poemas Homéricos:

Localização -  quando falamos da Grécia de 3.000 anos atrás estamos falando do mundo mediterrânico, ou da Hélade, formada pelos seguintes locais:

- sul dos Balcãs (Grécia continental)
- Península do Peloponeso (Grécia peninsular)
- ilhas do Mar Egeu (Grécia insular)
- colônias na costa da Ásia Menor e no sul da Península Itálica (Magna Grécia)

Períodos - a história da Grécia antiga é dividida em dois grandes períodos, com duas subdivisões cada um:

- História Creto-Micênica (2000 a.C - VIII a. C)
  • período Pré-Homérico
  • período Homérico
- História da Pólis (VIII a. C - II a. C)
  • período Arcaico
  • período Clássico

Período Pré-Homérico:

Vai do apogeu à decadência da população da ilha de Creta, a maior ilha do mar Egeu, que foi povoada por tribos provenientes da Ásia Menor, formando a sociedade cretense ou minoica.

Creta também é conhecida por causa do mito do Minotauro.

Minotauro


Entre 3000 e 2000 a. C, os povos aqueus chegaram à Hélade (Grécia Antiga), onde fundaram a cidade de Micenas e a civilização micênica. Nesse período predominava a talassocracia, ou governo dos mares.

Entre 2000  e 1200 a. C os povos eólios e jônios atingiram a Península Balcânica, e invadiram a ilha de Creta de maneira pacífica.

Por volta de 1400 a. C os aqueu (micênicos, ou vindos da cidade de Micenas) dominaram os cretenses, formando a civilização creto-micênica, e o foco passa da ilha para o continente.

Então, por volta de 1300 e 1200 a. C, chegam um dos povos mais importantes da época, os dórios, formados por bravos guerreiros que destruíram a civilização creto-micênica e conquistaram a Grécia, pondo fim à Idade do Bronze e dando início à Idade Grega das Trevas.

Nesse período ocorreu a Primeira Diáspora Grega, ou seja, a migração dos gregos que saíram em fuga para outros lugares, favorecendo a dispersão da cultura grega.


Período Homérico:

Esses períodos recebem os nomes de Homérico e Pré-Homérico por causa dos poemas escritos pelo poeta grego Homero, a Ilíada e a Odisseia, os quais são uma das maiores fontes de informação daquela época.

Homero
 
 
Nesse período inicia-se a constituição das comunidades gentílicas, formadas pelos genos (famílias), cuja autoridade máxima era o pater, e a unidade econômica era o Oiko.

A principal atividade econômica era a agrícola e ocorreu o aparecimento da propriedade privada e da aristocracia.

O crescimento populacional, o enfraquecimento do solo e a disputa por terras provocaram a Segunda Diáspora Grega.

A sociedade gentílica não possuía um governo, então,  por volta do século VIII a. C, começaram a surgir as cidades-Estados, ou Pólis, marcando o início do segundo grande período da história da Grécia Antiga, a História da Pólis, do qual falaremos em outras postagens.