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A Queda de Troia

O curta-metragem italiano de 30 minutos "La Caduta di Troia", do diretor Giovanni Pastrone, foi apresentado pela primeira vez em 1911.

Ele conta a história dos últimos momentos da cidade de Troia, depois de ser atacada pelos Aqueus, os povos que viviam na Grécia no período de aproximadamente 1.200 a.C.



O diretor Giovanni Pastrone (1883-1959) foi um dos pioneiros mais inovadores do cinema. Começou a trabalhar em 1905, aos 22 anos de idade, como Assistente Administrativo na área de Contabilidade da empresa Carlo Rossi & Company, em Turim, na Itália.
 
Em 1907 tornou-se Diretor Administrativo da empresa, que passou a se chamar Italia Film em 1908 . Ele passou a ser sócio proprietário e reformulou o processo de produção de filmes.
 
Antes de "A Queda de Troia", Pastrone já tinha dirigido outros 3 curtas, mas esse foi o primeiro filme de 30 minutos sem interrupções produzido até então.


Giovanni Pastrone (1883-1959)

O estilo do filme é bem "operesco", mas com muita qualidade técnica para os recursos da época. Esse filme ainda usava planos ou enquadramentos fixos. Pastrone foi pioneiro no recurso de deslocamento da câmera sobre carrinho, mas ele só viria a usar essa técnica no filme "Cabiria", de 1914, um de seus maiores sucessos.


 
 
 

Electra - A Vingadora

Micenas, Grécia, século XVIII a. C.

De acordo com a mitologia grega, após a vitória sobre a cidade de Tróia, o rei Agamenon volta para casa aclamado por seu povo, tendo lutado numa guerra que durou dez anos, por causa inicialmente do rapto de Helena, esposa de seu irmão Menelau.

Porém, enquanto estava na guerra, sua esposa Clitemnestra, irmã mais velha de Helena, passa a ter um caso amoroso com Egisto, sobrinho de Agamenon, e, junto com ele, ela realiza do assassinato do marido.

Os dois filhos de Clitemnestra com Agamenon, Electra e Orestes, foram poupados, mas o filho foi expulso do país ainda menino, e Electra, um pouco mais velha,  ficou presa no castelo em Micenas, até que, já em idade adulta, foi entregue em casamento com um pobre e velho camponês, e exilada na ciade de Argos, a poucos quilometros de Micenas, onde alimentaria um sentimento de rancor e forte desejo de vingança.

A história dessa vingança está contada no filme Electra, a Vingadora, de 1961, em preto e branco, do diretor grego Michael Cacoyannis.

 

Sendo bem sincera, esse não é um filme muito fácil de ser assistido como entretenimento. É bastante denso, tem poucos diálogos, longos silêncios e foi filmado bem no estilo teatral das tragédias gregas.
 
Agora, para quem quer conhecer a história, que é bem interessante e emblemática, vale muito a pena assistir. Ela é baseada nas peça homônimas dos escritores gregos Sófocles e Eurípedes.
 
Clitemnestra teve ainda uma outra filha, Ifigênia, que foi sacrificada por Agamenon antes de partir para a guerra de Tróia. Ele mentiu para a esposa dizendo que Ifigênia seria levada para casar-se com Aquiles, mas na verdade ela iria mesmo seguir para o sacrifício. Esse teria sido o verdadeiro motivo de Clitemnestra ter arquitetado a morte de seu marido.
 
O grande amor de Electra por seu pai Agamenon, fez com que ela se voltasse violentamente contra a própria mãe. Na psicanálise esse amor é conhecido como Complexo de Electra, a versão feminina do Complexo de Édipo.
 
A história da guerra entre Grécia e Tróia já foi contada aqui no blog na postagem do filme Tróia.
 
 

300

Esparta, Grécia, 480 a. C.

O rei e general Leônidas reúne 300 de seus melhores soldados, para lutarem pela Grécia, juntamente com mais sete mil soldados gregos, contra o temível Xerxes, o rei da Pérsia, e seu sofisticado exército de 300 mil soldados.

Xerxes tentava invadir a Grécia sedento por vingança pela humilhante derrota de seu pai, Dario I, que havia perdido para Antenas, na Batalha de Maratona, a primeira batalha das Guerras Médicas.

Essa é a história contada no filme americano 300, rodado em 2006, do diretor também americano Zack Snyder.


Confesso que quando assisti a esse filme pela primeira vez, fiquei bastante incomodada com violência excessiva e com tanto sangue, o que realmente não é o meu estilo preferido de filme. A história também não era de todo desconhecida, pois todos nós estudamos esse episódio na escola e temos um certo conhecimento.

Porém, após me aprofundar no estudo da história da Grécia Antiga e descobrir o quanto essa batalha no desfiladeiro de Termópilas foi importante, inclusive para o destino da civilização ocidental e da democracia que estava nascendo naquele período, ao assisti-lo novamente para escrever essa postagem, só consegui ver beleza, bravura  e heroísmo, e a violência realmente ficou em segundo plano.

Já falamos sobre a Batalha de Termópilas e da Grécia daquela época, na postagem do filme "Os 300 de Esparta", de 1962. Agora vamos falar um pouco mais sobre a batalha propriamente dita.

A fonte de informações sobre esse evento está no poema "Histórias" escrito pelo poeta grego Heródoto.

Como já dissemos, Xerxes invade a Grécia para se vingar de Atenas, por seu pai, Dario I, ter sido humilhado pela cidade grega na derrota em Maratona, dez anos antes, quando tentou invadir a Grécia, e também para expandir ainda mais seu vasto e multicultural império e garantir sua hegemonia do comércio no Mar Egeu.

E ele investe em duas frentes de entrada:
  • uma por terra, no estreito de Termópilas, que seria protegida pelo general espartano Leônidas
  • outra por mar, no estreito de Artemísio, protegida pelo general ateniense Temístocles

A entrada por terra ficava na costa do mar Egeu, chegando ao desfiladeiro de Termópilas, um estreito que era o único caminho ligando o norte da Grécia, na parte continental, ao sul, onde ficavam as principais cidades-estados gregas da época.

O general Leônidas sabia que somente naquele local os gregos poderiam oferecer alguma resistência, pois anulariam a principal vantagem do adversário que era um número muito maior de soldados.

 
 
Quando os governantes da cidade de Atenas, maior rival de Esparta, convoca todas as cidades gregas para lutarem juntas contra os persas, formando a Liga de Delos, os espartanos, que eram muito religiosos, consultam o Oráculo de Delphos. Eles não haviam lutado na Batalha de Maratona para respeitar o festival religioso de Carnéia.

Porém, Leônidas decide lutar em Termópilas. Para isso, ele reúne 300 de seus melhores soldados, mas todos com filhos, para que sua linhagem tivesse continuidade.

A batalha durou três dias.

No primeiro dia, Xerxes ataca primeiro, confiante em uma vitória fácil. Mas as flechas dos persas não são nem de perto suficientes para abalar o exército grego, e as baixas dos persas são imensas.

No segundo dia, Xerxes decide usar o que ele tem de mais feroz, e envia seu silencioso exército de Imortais, novamente confiante que sairia vencedor, mas a resistência grega continua inabalável.

No terceiro dia, Xerxes, já sem suprimentos e quase desistindo de sua empreitada, recebe a informação de um grego traidor, de que havia uma outras passagem por uma trilha de pastores de cabras.

Mas Leônidas, prevendo que isso poderia acontecer, já havia deixado alguns guerreiros gregos vindos da região da Fócia tomando conta dessa trilha. No entanto, estes, temendo por sua famílias, quando viram o exército persa se aproximando, bateram em retirada, deixando o caminho livre para o adversário.

Nesse dia, outros gregos também fugiram da batalha ou foram dispensados por Leônidas, mas os 300 soldados espartanos tinham que ficar e lutar até a morte. E foi o que aconteceu.

Os espartanos de Leônidas perderam essa batalha mas impuseram baixas consideráveis aos persas e ganharam tempo para que a entrada por mar ficasse protegida por mais tempo.

Assim, o ateniense Temístocles, que guardava essa entrada por mar, conseguiu, tempos depois derrotar os persas nas Batalhas de Salamina e de Platéia, onde liquidaram de vez o exército de Xerxes.



Treinamento espartano:

A vida de um homem ou de uma mulher espartana não lhes pertencia, e sim ao estado, e era uma honra morrer servindo à nação.

Ao nascer, o bebê era avaliado por um ancião para ver se tinha algum tipo de imperfeição e se não poderia ser um guerreiro. Se tivesse, ele seria abandonado para morrer.

Até os sete anos de idade, o garoto espartano vivia com sua mãe, também uma bem treinada guerreira. Com essa idade, ele era levado para um rígido campo de treinamento, onde ficava até os dezoito anos, para se tornar uma máquina letal, caso sobrevivesse.

Lá ele aprendia a não chorar, a suportar a dor, a matar e a fugir de uma cena de crime sem ser notado.

Aos dezoito anos, ele entrava para o exército, onde ele recebia da mãe um escudo e ouvida dela a frase "Com o seu escudo ou sobre ele", pois era somente assim que ele deveria voltar de uma batalha.







Os 300 de Esparta

Desfiladeiro de Termópilas, centro da Grécia, 480 a. C.

Um exército formado por 300 soldados espartanos, a "tropa de elite" dos exércitos gregos, comandada por Leônidas, enfrenta o numeroso exército do rei Xerxes da Pérsia, naquela que ficou conhecida como Batalha de Termópilas, a segunda das Guerras Médicas.

Essa é a história contada no filme Os 300 de Esparta, de 1962, do diretor polonés Rudolph Maté.



As Guerras Médicas:

Foram as guerras entre gregos e a Pérsia, e recebe esse nome porque os persas também eram chamados de medo-persas.

Havia conflitos de interesses comerciais entre os dois povos, pelo domínio do comércio e das comunicações no mar Egeu, que na época estava com os persas, que também dominavam algumas cidades gregas na Ásia Menor.

Os gregos ameaçavam essa hegemonia persa.

 
Primeira Guerra Médica - Batalha de Maratona:

Em 498 a. C as cidades gregas (entre elas Mileto) se rebelaram contra os persas e a cidade de Atenas, na Grécia europeia decidiu apoiá-las.

Porém, em 490 a. C, os Persas, sob o domínio de Dario I, dominam a revolta, incendeiam a cidade de Mileto e invadem Atenas para puni-la por ter ficado ao lado das cidades revoltosas.

O exército ateniense, sob o comando de Milcíades, enfrentou sozinho o exército persa na cidade de Maratona, a 42 km de Atenas, e conseguiu derrotar o exército inimigo naquela que ficou conhecida como Batalha de Maratona.

O soldado Fidípedes foi então mandado a Atenas para dizer que os gregos haviam vencido a batalha. Chegando lá, após correr 42 km, ele apenas conseguiu dar a mensagem e caiu morto de ataque cardíaco. Essa é a origem das corridas de maratonas que são realizadas nos dias de hoje.


Segunda Guerra Médica - Batalha de Termópilas:

É o tema principal do filme em questão. O rei Xerxes, da Pérsia, filho de Dario I, possuía o maior e mais sofisticado exército do mundo na época e tinha o objetivo de tomar a cidade de Atenas.

Após a humilhante derrota de seu pai na Batalha de Maratona, Xerxes tinha sede de vingança contra os atenienses.

A Grécia daquela época não era um país unificado, mas sim um conjunto de cidades-estados que constantemente lutavam entre si pela supremacia na região. No entanto, todo o  povo grego estava ameaçado pelas constantes invasões e pelo poderio dos persas.

Atenas, que até então era rival de Esparta, pede apoio a essa e a outras cidades gregas para lutarem juntos contras os persas e elas decidem ajudar. Esparta consultou o Oráculo de Delphos antes de tomar sua decisão. Essa foi a primeira vez que a Grécia se uniu em torno de um objetivo comum.

Assim é criada a Liga de Delos, ou a Confederação de Delos, que era a união dos gregos contras os persas.

Porém, o número de soldados persas era muito maior. Eram 7 mil gregos, liderados pelo rei de Esparta Leônidas e seus 300 soldados espartanos, contra 300 mil soldados persas.

Os gregos decidiram então fazer com que a batalha acontecesse em um local em que os persas ficassem em desvantagem, e o ponto escolhido foi o estreito ou o desfiladeiro de Termópilas.

Esse local foi estratégica e geograficamente escolhido pelos gregos porque dessa forma reduziriam o número de soldados persas com quem lutariam, anulando assim a vantagem numérica do inimigo.

A batalha durou três dias, e o esforço grego não foi suficiente para vencer Xerxes, no entanto, serviu para produzir uma baixa considerável em seu exército e ganhar tempo para que Temístocles, de Atenas, conseguisse proteger um canal no estreito de Artemísio, por onde os navios persas pretendiam entrar.

Ao perceber que a morte seria inevitável, muitos soldados gregos debandaram ou foram dispensados por Leônidas. Mas ele não dispensou os 300 soldados espartanos que tinham vindo com ele, e esses lutaram até a morte, marcando seu feito heroico pela eternidade.

Assim os gregos liderados pelos espartanos perderam a batalha mas ganharam tempo para as outras batalhas fossem preparadas.

A Batalha de Termópilas "determinaria o curso da civilização ocidental e o destino da democracia".

Falamos sobre ela com mais detalhes na postagem dos filme 300.


Terceira Guerra Médica - Batalha de Salamina


Após a vitória de Xerxes em Termópilas, o exército persa consegue avançar para dentro da Grécia e realiza seu objetivo de destruir a cidade de Atenas.

Porém, o experiente general ateniense Temístocles já previa o que iria acontecer e já havia evacuado a cidade, reduzindo assim o número de baixas gregas.

Temístocles havia combatido na Batalha de Maratona e sabia que os persas eram experientes guerreiros em terra mas tinham deficiências quando as batalhas eram travadas no mar.

Então ele conseguiu uma maneira de atrair os navios persas, muito mais numerosos que os gregos, para os Estreitos de Salamis, onde conseguiu derrotar os persas, utilizando um poderoso tipo navio criado por ele, o trirreme. Essa batalha ficou conhecida como Batalha de Salamina.

Assim os gregos venceram as Guerras Médicas e a cidade de Atenas despontou como a principal cidade grega.

Um pouco mais sobre a Grécia Antiga...

Na postagem sobre o filme Tróia falamos um pouco sobre os primeiro grande período da Grécia Antiga, a História Creto-Micênica, que se inicia por volta de 2000 a. C e vai até o séc. VIII a. C.

Vimos que ele era dividido em dois sub-períodos:
  • Período Pré-Homérico
  • Período Homérico
Agora vamos falar um pouco sobre o segundo grande período da história grega: a História da Pólis, que vai do séc. VIII a.C até o séc. II a. C.

A História da Pólis também é dividida em dois sub-períodos:
  • Período Arcaico
  • Período Clássico


Período Arcaico:

Esse período se inicia após a guerra de Tróia e vai até as guerras médicas. É marcado pelo destaque de duas cidades-estados: Atenas e Esparta

Atenas tem o comércio como principal atividade e sua sociedade é formada por:
  • eupátridas (homens livres)
  • georgóis (ficam com as piores terras)
  • demiurgos (georgóis que não conseguiram terras e trabalham no comércio)
  • thetes  (homens sem terra)
  • escravos
Esparta tinha como principais atividades a agricultura e os treinamentos bélicos. Era uma sociedade totalmente voltada para a guerra.

Quando os bebês nasciam com algum tipo de deficiência, eram jogados de um precipício para que sobrevivessem apenas aqueles que teriam condições de lutar.

O treinamento militar era extremo e os espartanos eram considerados "a tropa de elite" dos exércitos gregos.

Sua sociedade era formada por:
  • esparciatas (homens livres)
  • periecos (sem direitos políticos)
  • hilotas (escravos)

Período Clássico:

Esse período começa após as guerras médicas e vai até a tomada da Grécia pelos macedônios.

Nele está o período da Atenas Democrática, conhecido como Século de Péricles, ou Século de Ouro, que vai de 461 a. C a 429 a. C, quando ocorreu enorme desenvolvimento tecnológico, nas artes e na filosofia.

Esparta, revoltada com o imperialismo de Atenas após as Guerras Médicas, resolve criar a Liga do Peloponeso, formada em conjunto com outras cidades e luta contra Atenas em 431 a. C, saindo vitoriosa.

No entanto, toda a Grécia fica enfraquecida e sofre a invasão dos macedônios liderados por Filipe II e seu filho, Alexandre III, o Grande, dando início ao helenismo, mais detalhado na postagem do filme Alexandre.


















Alexandre

Macedônia, 356 a. C.

Nasce Alexandre, o Grande, na cidade de Pela, filho da rainha Olímpia, fiel fervorosa do deus grego Dionísio, e do rei Filipe II.

A estória desse que foi o conquistador do maior império do mundo conhecido daquela época está contada no filme que leva seu nome, Alexandre.

 
 
Dirigido pelo premiado diretor Oliver Stone em 2004, o filme contou com participações como:
  • Colin Farrell: Alexandre
  • Angelina Jolie: rainha Olímpia, sua mãe
  • Val Kilmer: rei Filipe II, seu pai
  • Anthony Hopkins: Ptolomeu velho, sucessor de Alexandre no Egito e narrador do filme
 
Contexto histórico:
 
A região da Macedônia, ficava ao norte da Grécia, e possuía uma cultura muito parecida com a grega, mas era de certa forma menosprezada pelas principais cidades gregas da época, como Atenas e Esparta por exemplo, que viam os macedônicos como povos bárbaros e sem refinamento.
 
No entanto, após as Guerras Médicas, da Grécia contra a Pérsia, vencida pelos gregos, e a Guerra do Peloponeso, entre Atenas e Esparta, vencida por Esparta, toda a Grécia se enfraqueceu muito, ficando vulnerável a invasões de povos estrangeiros.
 
Então em 338 a. C, Filipe II, rei da Macedônia e pai de Alexandre, conquistou toda a Grécia. Porém, ele não subjugou as cidades, pelo contrário, procurou assimilar os costumes e a cultura grega, fazendo com que seu filho Alexandre tivesse uma educação primorosa, tendo tido inclusive Aristóteles como professor.
 
Após o assassinato de Filipe II, Alexandre assume o poder em 336 a. C, governando por 10 anos, até sua morte em 326 a. C, dando início ao Período Helenístico que vai até a anexação da península grega e suas ilhas por Roma, em 146 a. C.
 
O helenismo marcou o período de transição entre o apogeu do mundo grego para o domínio e apogeu de Roma.
 
Feitos de Alexandre, o Grande:
 
Ao assumir o poder, o grande objetivo de Alexandre era conquistar a Pérsia, que estava sob o domínio do rei Dario. Ele acreditava que os persas estavam por traz do assassinato de seu pai. Então, em 331 a. C, Alexandre venceu Dario na Batalha de Gaugamela, tomando a cidade da Babilônia.
 
Porém sua destemida ambição não tinha limites, e Alexandre seguiu para o oriente incluindo ao seu vasto império toda a Índia Ocidental, na batalha nas montanhas de Hindu Kush.
 
No Egito ele fundou a cidade de Alexandria, tendo sido coroado Faraó, sendo reconhecido como um deus.
 
 
 


Ulysses

Tróia, século VIII a. C.

Após a vitória dos gregos sobre a cidade, o rei da ilha grega de Ítaca, Ulysses, iniciou sua viagem de volta para casa e para os braços de sua amada esposa Penélope e de seu filho Telêmaco, deixado por ele ainda bebê, quando partiu para lutar contra os troianos ao lado de Agamenon e Menelau.

E é sobre essa fabulosa viagem que trata o filme Ulysses, do diretor italiano Mario Camerini, rodado em 1954, estrelado pelo ator Kirk Douglas no papel do herói grego Ulysses.



Baseado no segundo poema de Homero, a Odisseia, que conta a estória de Odisseu, chamada pelo romanos de Ulysses.

Como já postado aqui neste blog no filme Tróia, que é baseado no primeiro poema homérico, a Ilíada, Odisseu (ou Ulysses) foi quem teve a engenhosa ideia de construir o cavalo de madeira que levaria os gregos para dentro dos muros da lendária cidade de Tróia, após dez anos de guerra, dando a vitória aos gregos.



Relembrando, Ulysses era o rei da ilha de Ítaca, na Grécia, por volta do século VIII a. C. Era aliado do rei de Micenas, Agamenon, que por sua vez era irmão de Menelau, rei de Esparta.

Quando a esposa de Menelau, Helena, a mulher mais bela que já existiu, fugiu com Páris, príncipe de Tróia, todos os reis e guerreiros gregos partiram em guerra contra os troianos, da qual saíram vencedores  após dez anos, graças à astúcia de Ulysses, que teve a ideia de construir o famoso Cavalo de Tróia, oferecendo-o de presente aos troianos, porém com guerreiros gregos escondidos no seu interior.

Vencendo a guerra os gregos voltaram para casa, mas a viagem de volta de Ulysses mereceu mais um poema de Homero, a Odisseia, termo que até os dias de hoje é utilizado para designar viagens longas e cheias de percalços.

Ulysses havia profanado o templo de Netuno (nome romano de Poseidon, o deus dos mares na mitologia grega). Como vingança, este o fez vagar por mais de dez anos na viagem de volta para casa, onde o herói grego teve que enfrentar figuras mitológicas como ciclopes, bruxas e sereias.

Enquanto Ulysses permanecia fora, sua esposa Penélope, seguia fiel a ele na ilha de Ítaca. Porém vários pretendentes ao trono apareceram, exigindo que ela se casasse novamente para que a ilha tivesse um governante. Ela então, não podendo mais suportar a pressão, prometeu que escolheria um noivo quando terminasse de tecer um tapete que estava produzindo.

No entanto, Penélope tecia o tapete durante o dia e o desmanchava à noite, para ganhar tempo, até que seu marido finalmente voltasse para casa, o que ocorreria somente após vinte anos de espera.



Tróia

Grécia, século VIII a.C.

O poeta grego Homero escreve os poemas Ilíada e Odisseia, relatando no primeiro, a Ilíada,  como ocorreu a guerra entre gregos e troianos, cujo estopim foi o rapto de Helena, princesa de Esparta, na Grécia, por Páris, príncipe de Tróia, e no segundo, Odisseia, como foi a viagem de volta para a Grécia, após a guerra, do rei e guerreiro Ulisses, ou Odisseu.

E é sobre a primeira estória, a Ilíada, que se refere o filme TRÓIA, que inaugura o ciclo de postagens sobre Grécia Antiga, esse fascinante tema.



A Ilíada conta a estória da lendária guerra entre a Grécia e cidade de Tróia, situada onde hoje é a Turquia, que teria ocorrido por volta do ano 1200 a.C.

Menelau, rei da cidade grega de Esparta, irmão do bravo guerreiro Agamenon, rei de Micenas, era casado com a bela Helena. Ele estava recebendo a visita amistosa dos príncipes de Tróia, Heitor e Páris, filhos do rei Príamo.

Porém Páris, o mais novo, se apaixona por Helena e a leva com ele na sua viagem de volta para Tróia. Enfurecido, o rei Menelau pede a ajuda do irmão, Agamenon, e de todos os outros reis e guerreiros gregos, para trazer Helena de volta. Além desse motivo, também era interesse de Agamenon conquistar o poder sobre a cidade de Tróia.

Entre os principais guerreiros gregos estavam Aquiles e Ulisses.

Aquiles, (vivido no filme por Brad Pitt) nasceu na cidade de Larissa e era o mais brilhante guerreiro aliado de Agamenon. Estava em busca de fama e notoriedade, desejando que seu nome fosse lembrado por toda a eternidade. Ele viveria um romance com Briseida, a prima de Heitor e Páris, e sacerdotisa do templo de Apolo, que havia sido raptada pelos gregos.

Ulisses, também conhecido como Odisseu, era da ilha de Ítaca. Aliou-se a Agamenon temendo pela segurança de sua região, caso ficasse contra o poderoso rei.

Eis que se inicia a guerra que duraria longos dez anos. Ao final, com o exército grego já bastante desgastado por não conseguir invadir os muros da cidade de Tróia, Ulisses tem a grande ideia de construir um cavalo de madeira e oferecer presente a Tróia, dando a entender que a Grécia estava batendo em retirada, aceitando sua derrota.

No entanto, ao colocar o cavalo de madeira conhecido hoje em dia como "presente de grego" para dentro da cidade, Tróia permitiu que os guerreiros gregos escondidos dentro dele abrissem os portões para o restante do exército que também estava escondido perto dali, tomando assim a cidade definitivamente.

Um sobrinho do rei Príamo, Enéas, conseguiria escapar do incêndio de Troia e fugir pelo mar Mediterrâneo, vindo a fundar futuramente a cidade de Roma, como relatado no poema Eneida, de Virgílio.


Um pouco mais sobre a Grécia Antiga antes dos Poemas Homéricos:

Localização -  quando falamos da Grécia de 3.000 anos atrás estamos falando do mundo mediterrânico, ou da Hélade, formada pelos seguintes locais:

- sul dos Balcãs (Grécia continental)
- Península do Peloponeso (Grécia peninsular)
- ilhas do Mar Egeu (Grécia insular)
- colônias na costa da Ásia Menor e no sul da Península Itálica (Magna Grécia)

Períodos - a história da Grécia antiga é dividida em dois grandes períodos, com duas subdivisões cada um:

- História Creto-Micênica (2000 a.C - VIII a. C)
  • período Pré-Homérico
  • período Homérico
- História da Pólis (VIII a. C - II a. C)
  • período Arcaico
  • período Clássico

Período Pré-Homérico:

Vai do apogeu à decadência da população da ilha de Creta, a maior ilha do mar Egeu, que foi povoada por tribos provenientes da Ásia Menor, formando a sociedade cretense ou minoica.

Creta também é conhecida por causa do mito do Minotauro.

Minotauro


Entre 3000 e 2000 a. C, os povos aqueus chegaram à Hélade (Grécia Antiga), onde fundaram a cidade de Micenas e a civilização micênica. Nesse período predominava a talassocracia, ou governo dos mares.

Entre 2000  e 1200 a. C os povos eólios e jônios atingiram a Península Balcânica, e invadiram a ilha de Creta de maneira pacífica.

Por volta de 1400 a. C os aqueu (micênicos, ou vindos da cidade de Micenas) dominaram os cretenses, formando a civilização creto-micênica, e o foco passa da ilha para o continente.

Então, por volta de 1300 e 1200 a. C, chegam um dos povos mais importantes da época, os dórios, formados por bravos guerreiros que destruíram a civilização creto-micênica e conquistaram a Grécia, pondo fim à Idade do Bronze e dando início à Idade Grega das Trevas.

Nesse período ocorreu a Primeira Diáspora Grega, ou seja, a migração dos gregos que saíram em fuga para outros lugares, favorecendo a dispersão da cultura grega.


Período Homérico:

Esses períodos recebem os nomes de Homérico e Pré-Homérico por causa dos poemas escritos pelo poeta grego Homero, a Ilíada e a Odisseia, os quais são uma das maiores fontes de informação daquela época.

Homero
 
 
Nesse período inicia-se a constituição das comunidades gentílicas, formadas pelos genos (famílias), cuja autoridade máxima era o pater, e a unidade econômica era o Oiko.

A principal atividade econômica era a agrícola e ocorreu o aparecimento da propriedade privada e da aristocracia.

O crescimento populacional, o enfraquecimento do solo e a disputa por terras provocaram a Segunda Diáspora Grega.

A sociedade gentílica não possuía um governo, então,  por volta do século VIII a. C, começaram a surgir as cidades-Estados, ou Pólis, marcando o início do segundo grande período da história da Grécia Antiga, a História da Pólis, do qual falaremos em outras postagens.